segunda-feira, 16 de setembro de 2013

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Primer hombre transexual en dar a luz en Alemania

Primer hombre transexual en dar a luz en Alemania

Seminário discute aplicabilidade da Lei Maria da Penha em mulheres homo e bissexuais | Vida Urbana: Diario de Pernambuco

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Programa Affair com você: Conheça João W. Nery, o primeiro transexual operad...

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Nossos Tons - Artigos e Notícias do Mundo Gay: O casamento e a liberdade de escolha

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Pierre Bourdieu: Pierre Bourdieu

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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Fazendo Gênero 10 - Desafios atuais dos feminismos - Últimas notícias - Declaración de Lima: Mujer e Independencia en América Latina

Fazendo Gênero 10 - Desafios atuais dos feminismos - Últimas notícias - Declaración de Lima: Mujer e Independencia en América Latina
As Mulheres da Minha Vida do http://aquelasmulheres.tumblr.com/post/57806199964/pau-caralhos-e-falocentrismo Se tem uma coisa que eu nunca entendi é a admiração que os homens têm pelo seus falos. É um orgulho quase transcendental de possuir uma parte de em seu corpo humano, como se ele tivesse trabalhado a vida inteira para conseguir tê-lo, sendo que bastou apenas que ele nascesse com um. Mas ele está lá, sendo segurado na rua e distribuido em forma de fotos para garotas por esse mundão digital que chamamos de internet. Eu tinha um amigo que passava a foto de seu pau para TODAS as meninas que ele conhecia ou falava na internet. E não mais de uma vez já vi garotas reclamando isso dele. Talvez enviar essas fotos seja algum tipo de auto-afirmação. Para dizer que ele possui o simbolo de poder da nossa sociedade. Ou talvez ele fosse apenas uma pessoa triste mesmo. Talvez ele fosse um caso a ser estudado. Freud explica. Pega no meu falocentrismo e balança. Nossa sociedade é machista, heteronormativa e bla bla bla. Se você acompanha o blog há tempos, já deve ter lido eu escrever isso muitas vezes. Se você não acompanha o blog há muito tempo, basta olhar pela janela de casa. A questão é, mesmo entre o “lado B” da sociedade, há uma hierarquia que separa privilégios, como explica a Maria Beatriz, ao relatar uma história quando passaram a mão em sua bunda e o cara se justificou dizendo “relaxa, eu sou gay”: “Vamos analisar: o cara é homossexual. Logo, sofre com o preconceito proveniente do sistema machista que também atinge a nós, mulheres. Logo, também é enquadrado em padrões opressores que querem determinar sua orientação sexual/indumentária/linguajar/trejeitos/direitos como cidadão, salvo peculiaridades, assim como as mulheres. Logo, os índices de mortalidade da galera que tem sua orientação sexual são enormes e eles precisam de uma lei específica para protegê-los (assim como nós, mulheres, necessitamos da lei Maria da Penha). Logo, eles são caricaturados na mídia e estereotipados, tal qual — adivinhem só! —, nós, mulheres. Então, porque a atitude machistinha pro meu lado? A resposta é fácil, mas difícil: ele tem um pênis. Para explicar melhor, ele nasceu do lado privilegiado do falocentrismo. Mas o que é o falocentrismo? Bem, ele tem dois significados determinantes. O primeiro é a limitação ao órgão genital como fonte única e intransferível de prazer. É por isso que, por exemplo, nas situações de lesbofobia (que somam homofobia e machismo), o discurso falocêntrico fetichiza as relações entre mulheres les (para conseguir anular o prazer delas ao objetificá-las e usá-las como instrumento do seu prazer) ao mesmo tempo que repudia o fato de mulheres conseguirem sentir prazer sem um pênis. É deste discurso que saem atrocidades como o estupro corretivo.” Aliás, tem outra coisa que não entendo (tá, na verdade a maioria das coisas eu não entendo. É figura de linguagem, tá?). Vou mostrar exemplificando e vocês tentam me ajudar a entender. Veja a foto abaixo: Se eu perguntasse, a maioria das pessoas diria que essa foto é de um cara (que provavelmente seria enquadrado na categoria “sortudo”) com duas mulheres. - veja bem, eu digo “provavelmente” e afins porque não estou levantando nenhum questionamento científico, tô só jogando aqui pra vocês - Mas então, o que eu não entendo é, por que nessa foto tem “um cara com duas mulheres”? Por que não são duas mulheres que estão com um cara? Por que não é um casal que está com uma mulher? Ok, na verdade eu entendo sim. Mas queria me fazer de desentendido para vocês quererem me dar a resposta e pensar no assunto. Call me manipulador. A resposta para essa pergunta está nesse texto: ”(…) a história escrita da humanidade está marcada pelo referencial falocêntrico, pois se é possível terem existido comunidades matrilineares, como afirma Bachofen, é certo de que não há registro escrito dessas configurações. Logo, o modelo ao qual estamos até hoje atrelados é aquele que Bourdieu (1998) denomina como androcêntrico e define masculino e feminino, respectivamente, através das polaridades “alto/baixo, em cima/embaixo, na frente/atrás, direita/esquerda, reto/curvo (e falso), seco/úmido, duro/mole, temperado/insosso, claro/escuro, fora (público)/ dentro (privado) etc.” que, em linhas gerais, reservam a atividade ao homem e a passividade à mulher, perpetuando a distinção entre o homem dominador e a mulher submetida.” Aplausos, só que não. Tem uma piadinha sobre publicitários que diz assim: Publicitário é tão egocêntrico que não tem campanhia em casa que é pra pessoa bater palmas pra ele quando for visitar. A anedota é sobre publicitário, mas serve para quase tudo. A Nadia Lapa diz que um dos problemas dos homens feministas é querer o protagonismo. E de certo modo, ela está certa. Sabe como é, quando se é o sol, se está acostumado a ver os planetas girarem a sua volta. E convenhamos, se um homem luta para que mulheres sejam vistas por outros homens como iguais, não tem porque ser aplaudido por não fazer nada além do que o mais sensato ou que se poderia esperar de uma pessoa. É tipo aplaudir alguém por seguir a lei. Dou no máximo um biscoito scooby. É aquela história: o ambiente falocêntrico define o homem como o centro de tudo (é mesmo Diogo? Falocentrismo significa isso? Chegou a essa conclusão sozinho? UAU!). E é uma coisa tão inerente e tão comum e as vezes sequer percebemos. Outro dia uma amiga veio me contar da chatice que é quando ela sai com um cara a noite, transam e, quando acabam, ocorre uma conversa mais ou menos assim: - Olha, vou te ligar amanhã tá? - Aham… *mexendo no celular* - Não. Verdade, vou mesmo! - Legal… *ainda mexendo no celular* - Não sou desses caras que transa e some, não. Te ligo sim. Não se preocupe. Você, caro amiguinho que se sente orgulhoso pelo seu pauzão de 22cm, pode não ser desses caras. Mas o que você não sacou é que ela é dessas mulheres. Já passou pela sua cabeça que ela pode não querer ficar esperando sua ligação no dia seguinte e simplesmente queria dar umazinha aquela noite? Que o dia dela não vai ser melhor ou pior se você ligar ou não? Vou te dizer que há essa possibilidade de você não ser o centro do mundo. Pode relaxar que ela não vai se preocupar. Como bem definiu o Rodrigo Guerra: "Vocês sabem que orgasmo feminino não é cirurgia no cérebro, né? E que só é difícil porque as mulheres são reprimidas e não conhecem o próprio corpo. Então, obviamente que, quanto menos repressão e mais emancipação feminina, mais orgasmos as mulheres iam ter. Isso não tem nada a ver com que tipo de homem transa melhor. Parem de achar que tudo é sobre vocês, caras. E parem de comparar tamanhos também". Caralhinhos voadores Tá, mas vamos mudar um pouco o foco de sexo (falei disso no começo do texto porque é relativamente fácil de entender em relação a outras comparações). Vamos buscar o falocentrismo de outras formas. Por exemplo, no cinema. O post da docinho de pequi brasiliense Aline Valek, que fala sobre o Bechdel Test define bem como o mundo é falocêntrico: “ O Bechdel Test surgiu nos quadrinhos, em uma história de 1985 chamada Dykes to Watch Out For, e foi criado pela autora Allison Bechdel. Ela só se presta a assistir um filme se ele cumpre três regrinhas básicas, que determinariam se as mulheres são relevantes para a história. 1. Pelo menos duas mulheres com nomes. 2. Que conversam entre si. 3. Sobre coisas que não sejam um homem. Não é pedir muito, né? Mas, por incrível que pareça, uma maioria esmagadora de produções cinematográficas não passam nesse simples teste. O que isso revela? A maioria dos filmes que assistimos é sobre homens. Homens fazendo coisas, homens vivendo aventuras, homens salvando o mundo, homens conversando com homens, homens vivendo grandes amores, ou mulheres falando sobre homens. Muitos filmes não deixam de ser incríveis e memoráveis por causa disso, mas, de novo: não é a qualidade dos filmes que está em jogo. Estamos diante de um padrão único de histórias que vem se repetindo incansavelmente há décadas. E esse padrão vem excluindo um gênero inteiro, ao representar mulheres de forma tão secundária — e, muitas vezes, nula.” E eu ainda acrescentaria que a maioria dos filmes que eu lembro que são sobre mulheres são comédias românticas, onde o homem continua a ser o centro (que como aprendemos ali em cima no texto, é a definição de falocentrismo. Viu como sou inteligente?). Aliás, quer um outro ponto ainda mais curioso? Já parou para pensar que a história do mundo foi contada por homens? Inclusive a história das mulheres? Mulheres não podiam ser historiadoras. Então tudo o que sabemos sobre as mulheres do passado, foi contado por homens. Ou seja, só nessa rápida descrição de dois casos, já deu pra notar que 1. a mulher não se vê representada no cinema, e 2. a mulher não se viu representada para contar a própria história. Um fato é sobre o passado, o outro sobre o presente. Claro, porque ainda vemos crianças desenharem nas escolas “piroquinhas”, seja só por desenhar ou para sacanear os amigos ou para se sentir rebelde. Esse simples gesto, de desenhar a piroquinha, sem medo, é a maior afirmação de um símbolo de poder. Em 2013. Um símbolo que está em todos os lugares, literalmente ou simbolicamente. Seja na história, no cinema, na cama ou nas paredes dos banheiros da escola. Tem caralhinhos voadores por toda a parte…

Yo Soy Trans - Kim Pérez: Transexualidad hoy

Yo Soy Trans - Kim Pérez: Transexualidad hoy: Hay seis posibilidades por lo menos entre las que estamos decidiendo las personas trans, en cuanto a nuestras demandas médicas (hay más com...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O conceito de gênero por seis autoras feministas Neste blog, muitas vezes procuramos discutir o conceito de gênero em textos contidos principalmente na categoria “Conceituando”. Gênero é um termo que, além de dar nome ao nosso blog, é absolutamente importante para o feminismo. Da mesma forma, é fruto de disputas políticas e teóricas, sendo que sua conceituação demanda, necessariamente, a escolha de certos referenciais. Não se trabalha, jamais, com uma definição de gênero. Dado que uma das propostas dessa página é apresentar questões acadêmicas e militantes de forma clara, mas sempre embasada, para o público mais diverso que possamos encontrar, neste texto inicio uma série de seis artigos que versarão sobre o conceito de gênero, baseados, cada um, na conceituação de cinco importantes autoras e um autor, os quais versaram (e a maioria ainda versa) sobre o feminismo. A seguir, uma apresentação bem resumida de cada uma dessas autoras escolhidas. Não tenho pretensão nenhuma de esgotar seus pensamentos, mas apenas de trazer algumas de suas contribuições para pensar gênero. Em todos os casos, usarei textos originais de cada autor (o que significa que apresento uma leitura pessoal), com adendos de outras autoras que também se debruçaram neles, dentre Marília Carvalho (2011), Adriana Piscitelli (2002), Donna Haraway (2004) e Carlos Eduardo Henning (2008). (Clique nos nomes das autoras abaixo para acessar o seu respectivo texto.) Gayle Rubin (1949-) Gayle Rubin, o pontapé inicial de gênero no feminismo Em 1975, a antropóloga norte-americana Gayle Rubin publica um capítulo que se tornou uma referência obrigatória. Enquanto estudante de pós-graduação, Rubin apresentou uma conceituação que, a partir do seu texto, passou a ser utilizada largamente por autoras feministas. Embora seu texto discuta principalmente o pensamento de Lévi-Strauss e Freud – sem falar em uma breve crítica ao marxismo –, Rubin fez história ao descrever o que ficou conhecido como sistema sexo/gênero, ainda influente nos dias atuais, mesmo disputando espaço com outras concepções distintas. Joan Scott (1941-) Joan Scott, uma leitura pós-estruturalista No fim da década de 1980, outro artigo se torna clássico. A historiadora estadunidense Joan Scott, influenciada pelas correntes pós-estruturalistas que se inspiraram no pensamento de Foucault e Derrida, esquematizou uma nova forma de se pensar gênero, a partir de uma crítica a outras concepções, inclusive a do sexo/gênero, que, em sua opinião, eram incapazes de historicizar a categoria sexo e o corpo. Assim, Scott reforça uma utilidade analítica para o conceito de gênero, para além de um mero instrumento descritivo, e chama a atenção para a necessidade de se pensar na linguagem, nos símbolos, nas instituições e sair do pensamento dual que recai no binômio homem/mulher, masculino/feminino. Judith Butler (1956-) Judith Butler, rumo à teoria queer Em meados de 1980-90, a filósofa norte-americana Judith Butler – uma das autoras mais badaladas da atualidade, inspiradora da vertente queer – se debruça em uma crítica ao feminismo, balançando uma série de categorias a princípio tão sólidas, tais como mulher e identidade. Butler expõe a ordem que prevê total coerência entre o sexo, gênero e o desejo/prática sexual, no bojo da sociedade heteronormativa. Nessa linha, Butler reconceitua gênero, compartilhando certas referências com Scott, e trazendo de vez o corpo e o sexo para o campo discursivo, questionando sua pretensa materialidade. Raewyn Connell (1944-) Raewyn Connell, um olhar sobre as práticas Grande referência para o campo de estudos das masculinidades, a socióloga australiana Raewyn Connell também se aventurou na conceituação de gênero, embora esse não seja seu carro-chefe. Enfatizando também o papel das construções sociais e históricas, Connell traça um caminho distinto para chegar a gênero. Ela chama a atenção para as formas como a sociedade lida com processos reprodutivos e diferenças entre os corpos e, logo, como os corpos são trazidos para as práticas sociais. Em suma, o que a sociedade faz com o corpo que lhe é dado. Heleieth Saffioti (1934-2010) Heleieth Saffioti, alertando para os usos de gênero A brasileira Heleieth Saffioti, falecida há poucos anos, foi uma das mais importantes teóricas feministas do país, com reconhecimento internacional. Não podemos dizer que Saffioti inaugurou um novo conceito de gênero, mas certamente trouxe reflexões relevantes que impõem limites a certas escolas, fazendo inclusive um pedido: “feministas, usem menos gênero!” Por ser uma autora de destaque, é válido nos debruçarmos sobre suas ressalvas. Com fim eminentemente militante, Saffioti alertou para os problemas políticos do conceito de gênero, o que ainda hoje dá nós na cabeça de toda(o) feminista. Pierre Bourdieu (1930-2002) Pierre Bourdieu, escrevendo sobre a dominação Muito conhecido pelas suas contribuições ao reprodutivismo e à economia simbólica, o cientista social francês Pierre Bourdieu não fez propriamente uma discussão sobre gênero, pois esse conceito não é central nos seus trabalhos. Entretanto, interessado também em um contrucionismo social (radical), Bourdieu escreve um trabalho altamente referenciado que traz contribuições – e problemas – dignos da discussão sobre o conceito de gênero. Portanto, é pertinente também discuti-lo nessa série. Com essas seis autoras, esperamos condensar e estimular reflexões sobre esse conceito – problemático, mas central – da teoria feminista contemporânea.