quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Neto Lucon: Entrevista João Nery

Neto Lucon: Entrevista João Nery: ‘Não me tornei homem. Sou um  trans homem’ Por Neto Lucon Foto: Alex Brito “E stou aqui para dissolver as normas de gênero.”, declar...

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

CAUBY PEIXOTO - MOLAMBO

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

O pior lugar do mundo para ser gay Completo

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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Qual é o nosso projeto político para o gênero?

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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Gabi Quase Proibida (06/11/13) - Transexual Léo Moreira Sá - Parte 4

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Gabi Quase Proibida (06/11/13) - Transexual Léo Moreira Sá - Parte 3

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Gabi Quase Proibida (06/11/13) - Transexual Léo Moreira Sá - Parte 2

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Gabi Quase Proibida (06/11/13) - Transexual Léo Moreira Sá - Parte 1

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No Brasil de Cris e Tati - a luta pela liberdade (vídeo completo)

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terça-feira, 5 de novembro de 2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Gabi Quase Proibida - Elisabete Oliveira - 17/07/13 - Completo (HD)

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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

domingo, 27 de outubro de 2013

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

NDJ: Afaste sua criança do meu gay!

NDJ: Afaste sua criança do meu gay!: Strike a pose! Meu gay aos 6 anos, sempre fabuloso!  Gisele who? As crianças, coitadas, não podem ver nada. Beijo gay, nudez, debate pol...

Escreva Lola Escreva: ALGUNS PRIVILÉGIOS CIS

Escreva Lola Escreva: ALGUNS PRIVILÉGIOS CIS: É fácil escrever sobre privilégios masculinos porque conheço as opressões que as mulheres sofrem. É certamente um privilégio poder sair...

Transhomem Brasil: A desconstrução do pênis

Transhomem Brasil: A desconstrução do pênis: Buck Angel e Loren Cameron: homens transexuais gatões Sempre me interessei pelo universo trans. Não que eu queira entrar nele co...

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Primer hombre transexual en dar a luz en Alemania

Primer hombre transexual en dar a luz en Alemania

Seminário discute aplicabilidade da Lei Maria da Penha em mulheres homo e bissexuais | Vida Urbana: Diario de Pernambuco

Seminário discute aplicabilidade da Lei Maria da Penha em mulheres homo e bissexuais | Vida Urbana: Diario de Pernambuco

Programa Affair com você: Conheça João W. Nery, o primeiro transexual operad...

Programa Affair com você: Conheça João W. Nery, o primeiro transexual operad...: João W. Nery , psicólogo, professor, autor do livro " Viagem Solitária ", o primeiro transexual operado do Brasil, casado, pai, ...

Nossos Tons - Artigos e Notícias do Mundo Gay: O casamento e a liberdade de escolha

Nossos Tons - Artigos e Notícias do Mundo Gay: O casamento e a liberdade de escolha: Por: Walter Silva Se você não deseja casar-se, não se case. O casamento de uma pessoa é um evento que diz respeito unicamente àquela pe...

Pierre Bourdieu: Pierre Bourdieu

Pierre Bourdieu: Pierre Bourdieu: "Pierre Bourdieu, nascido em 1º de agosto de 1930, em Denguin (Béarn), morreu em Paris, no dia 23 de janeiro de 2002. Eleito dire...

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Fazendo Gênero 10 - Desafios atuais dos feminismos - Últimas notícias - Declaración de Lima: Mujer e Independencia en América Latina

Fazendo Gênero 10 - Desafios atuais dos feminismos - Últimas notícias - Declaración de Lima: Mujer e Independencia en América Latina
As Mulheres da Minha Vida do http://aquelasmulheres.tumblr.com/post/57806199964/pau-caralhos-e-falocentrismo Se tem uma coisa que eu nunca entendi é a admiração que os homens têm pelo seus falos. É um orgulho quase transcendental de possuir uma parte de em seu corpo humano, como se ele tivesse trabalhado a vida inteira para conseguir tê-lo, sendo que bastou apenas que ele nascesse com um. Mas ele está lá, sendo segurado na rua e distribuido em forma de fotos para garotas por esse mundão digital que chamamos de internet. Eu tinha um amigo que passava a foto de seu pau para TODAS as meninas que ele conhecia ou falava na internet. E não mais de uma vez já vi garotas reclamando isso dele. Talvez enviar essas fotos seja algum tipo de auto-afirmação. Para dizer que ele possui o simbolo de poder da nossa sociedade. Ou talvez ele fosse apenas uma pessoa triste mesmo. Talvez ele fosse um caso a ser estudado. Freud explica. Pega no meu falocentrismo e balança. Nossa sociedade é machista, heteronormativa e bla bla bla. Se você acompanha o blog há tempos, já deve ter lido eu escrever isso muitas vezes. Se você não acompanha o blog há muito tempo, basta olhar pela janela de casa. A questão é, mesmo entre o “lado B” da sociedade, há uma hierarquia que separa privilégios, como explica a Maria Beatriz, ao relatar uma história quando passaram a mão em sua bunda e o cara se justificou dizendo “relaxa, eu sou gay”: “Vamos analisar: o cara é homossexual. Logo, sofre com o preconceito proveniente do sistema machista que também atinge a nós, mulheres. Logo, também é enquadrado em padrões opressores que querem determinar sua orientação sexual/indumentária/linguajar/trejeitos/direitos como cidadão, salvo peculiaridades, assim como as mulheres. Logo, os índices de mortalidade da galera que tem sua orientação sexual são enormes e eles precisam de uma lei específica para protegê-los (assim como nós, mulheres, necessitamos da lei Maria da Penha). Logo, eles são caricaturados na mídia e estereotipados, tal qual — adivinhem só! —, nós, mulheres. Então, porque a atitude machistinha pro meu lado? A resposta é fácil, mas difícil: ele tem um pênis. Para explicar melhor, ele nasceu do lado privilegiado do falocentrismo. Mas o que é o falocentrismo? Bem, ele tem dois significados determinantes. O primeiro é a limitação ao órgão genital como fonte única e intransferível de prazer. É por isso que, por exemplo, nas situações de lesbofobia (que somam homofobia e machismo), o discurso falocêntrico fetichiza as relações entre mulheres les (para conseguir anular o prazer delas ao objetificá-las e usá-las como instrumento do seu prazer) ao mesmo tempo que repudia o fato de mulheres conseguirem sentir prazer sem um pênis. É deste discurso que saem atrocidades como o estupro corretivo.” Aliás, tem outra coisa que não entendo (tá, na verdade a maioria das coisas eu não entendo. É figura de linguagem, tá?). Vou mostrar exemplificando e vocês tentam me ajudar a entender. Veja a foto abaixo: Se eu perguntasse, a maioria das pessoas diria que essa foto é de um cara (que provavelmente seria enquadrado na categoria “sortudo”) com duas mulheres. - veja bem, eu digo “provavelmente” e afins porque não estou levantando nenhum questionamento científico, tô só jogando aqui pra vocês - Mas então, o que eu não entendo é, por que nessa foto tem “um cara com duas mulheres”? Por que não são duas mulheres que estão com um cara? Por que não é um casal que está com uma mulher? Ok, na verdade eu entendo sim. Mas queria me fazer de desentendido para vocês quererem me dar a resposta e pensar no assunto. Call me manipulador. A resposta para essa pergunta está nesse texto: ”(…) a história escrita da humanidade está marcada pelo referencial falocêntrico, pois se é possível terem existido comunidades matrilineares, como afirma Bachofen, é certo de que não há registro escrito dessas configurações. Logo, o modelo ao qual estamos até hoje atrelados é aquele que Bourdieu (1998) denomina como androcêntrico e define masculino e feminino, respectivamente, através das polaridades “alto/baixo, em cima/embaixo, na frente/atrás, direita/esquerda, reto/curvo (e falso), seco/úmido, duro/mole, temperado/insosso, claro/escuro, fora (público)/ dentro (privado) etc.” que, em linhas gerais, reservam a atividade ao homem e a passividade à mulher, perpetuando a distinção entre o homem dominador e a mulher submetida.” Aplausos, só que não. Tem uma piadinha sobre publicitários que diz assim: Publicitário é tão egocêntrico que não tem campanhia em casa que é pra pessoa bater palmas pra ele quando for visitar. A anedota é sobre publicitário, mas serve para quase tudo. A Nadia Lapa diz que um dos problemas dos homens feministas é querer o protagonismo. E de certo modo, ela está certa. Sabe como é, quando se é o sol, se está acostumado a ver os planetas girarem a sua volta. E convenhamos, se um homem luta para que mulheres sejam vistas por outros homens como iguais, não tem porque ser aplaudido por não fazer nada além do que o mais sensato ou que se poderia esperar de uma pessoa. É tipo aplaudir alguém por seguir a lei. Dou no máximo um biscoito scooby. É aquela história: o ambiente falocêntrico define o homem como o centro de tudo (é mesmo Diogo? Falocentrismo significa isso? Chegou a essa conclusão sozinho? UAU!). E é uma coisa tão inerente e tão comum e as vezes sequer percebemos. Outro dia uma amiga veio me contar da chatice que é quando ela sai com um cara a noite, transam e, quando acabam, ocorre uma conversa mais ou menos assim: - Olha, vou te ligar amanhã tá? - Aham… *mexendo no celular* - Não. Verdade, vou mesmo! - Legal… *ainda mexendo no celular* - Não sou desses caras que transa e some, não. Te ligo sim. Não se preocupe. Você, caro amiguinho que se sente orgulhoso pelo seu pauzão de 22cm, pode não ser desses caras. Mas o que você não sacou é que ela é dessas mulheres. Já passou pela sua cabeça que ela pode não querer ficar esperando sua ligação no dia seguinte e simplesmente queria dar umazinha aquela noite? Que o dia dela não vai ser melhor ou pior se você ligar ou não? Vou te dizer que há essa possibilidade de você não ser o centro do mundo. Pode relaxar que ela não vai se preocupar. Como bem definiu o Rodrigo Guerra: "Vocês sabem que orgasmo feminino não é cirurgia no cérebro, né? E que só é difícil porque as mulheres são reprimidas e não conhecem o próprio corpo. Então, obviamente que, quanto menos repressão e mais emancipação feminina, mais orgasmos as mulheres iam ter. Isso não tem nada a ver com que tipo de homem transa melhor. Parem de achar que tudo é sobre vocês, caras. E parem de comparar tamanhos também". Caralhinhos voadores Tá, mas vamos mudar um pouco o foco de sexo (falei disso no começo do texto porque é relativamente fácil de entender em relação a outras comparações). Vamos buscar o falocentrismo de outras formas. Por exemplo, no cinema. O post da docinho de pequi brasiliense Aline Valek, que fala sobre o Bechdel Test define bem como o mundo é falocêntrico: “ O Bechdel Test surgiu nos quadrinhos, em uma história de 1985 chamada Dykes to Watch Out For, e foi criado pela autora Allison Bechdel. Ela só se presta a assistir um filme se ele cumpre três regrinhas básicas, que determinariam se as mulheres são relevantes para a história. 1. Pelo menos duas mulheres com nomes. 2. Que conversam entre si. 3. Sobre coisas que não sejam um homem. Não é pedir muito, né? Mas, por incrível que pareça, uma maioria esmagadora de produções cinematográficas não passam nesse simples teste. O que isso revela? A maioria dos filmes que assistimos é sobre homens. Homens fazendo coisas, homens vivendo aventuras, homens salvando o mundo, homens conversando com homens, homens vivendo grandes amores, ou mulheres falando sobre homens. Muitos filmes não deixam de ser incríveis e memoráveis por causa disso, mas, de novo: não é a qualidade dos filmes que está em jogo. Estamos diante de um padrão único de histórias que vem se repetindo incansavelmente há décadas. E esse padrão vem excluindo um gênero inteiro, ao representar mulheres de forma tão secundária — e, muitas vezes, nula.” E eu ainda acrescentaria que a maioria dos filmes que eu lembro que são sobre mulheres são comédias românticas, onde o homem continua a ser o centro (que como aprendemos ali em cima no texto, é a definição de falocentrismo. Viu como sou inteligente?). Aliás, quer um outro ponto ainda mais curioso? Já parou para pensar que a história do mundo foi contada por homens? Inclusive a história das mulheres? Mulheres não podiam ser historiadoras. Então tudo o que sabemos sobre as mulheres do passado, foi contado por homens. Ou seja, só nessa rápida descrição de dois casos, já deu pra notar que 1. a mulher não se vê representada no cinema, e 2. a mulher não se viu representada para contar a própria história. Um fato é sobre o passado, o outro sobre o presente. Claro, porque ainda vemos crianças desenharem nas escolas “piroquinhas”, seja só por desenhar ou para sacanear os amigos ou para se sentir rebelde. Esse simples gesto, de desenhar a piroquinha, sem medo, é a maior afirmação de um símbolo de poder. Em 2013. Um símbolo que está em todos os lugares, literalmente ou simbolicamente. Seja na história, no cinema, na cama ou nas paredes dos banheiros da escola. Tem caralhinhos voadores por toda a parte…

Yo Soy Trans - Kim Pérez: Transexualidad hoy

Yo Soy Trans - Kim Pérez: Transexualidad hoy: Hay seis posibilidades por lo menos entre las que estamos decidiendo las personas trans, en cuanto a nuestras demandas médicas (hay más com...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O conceito de gênero por seis autoras feministas Neste blog, muitas vezes procuramos discutir o conceito de gênero em textos contidos principalmente na categoria “Conceituando”. Gênero é um termo que, além de dar nome ao nosso blog, é absolutamente importante para o feminismo. Da mesma forma, é fruto de disputas políticas e teóricas, sendo que sua conceituação demanda, necessariamente, a escolha de certos referenciais. Não se trabalha, jamais, com uma definição de gênero. Dado que uma das propostas dessa página é apresentar questões acadêmicas e militantes de forma clara, mas sempre embasada, para o público mais diverso que possamos encontrar, neste texto inicio uma série de seis artigos que versarão sobre o conceito de gênero, baseados, cada um, na conceituação de cinco importantes autoras e um autor, os quais versaram (e a maioria ainda versa) sobre o feminismo. A seguir, uma apresentação bem resumida de cada uma dessas autoras escolhidas. Não tenho pretensão nenhuma de esgotar seus pensamentos, mas apenas de trazer algumas de suas contribuições para pensar gênero. Em todos os casos, usarei textos originais de cada autor (o que significa que apresento uma leitura pessoal), com adendos de outras autoras que também se debruçaram neles, dentre Marília Carvalho (2011), Adriana Piscitelli (2002), Donna Haraway (2004) e Carlos Eduardo Henning (2008). (Clique nos nomes das autoras abaixo para acessar o seu respectivo texto.) Gayle Rubin (1949-) Gayle Rubin, o pontapé inicial de gênero no feminismo Em 1975, a antropóloga norte-americana Gayle Rubin publica um capítulo que se tornou uma referência obrigatória. Enquanto estudante de pós-graduação, Rubin apresentou uma conceituação que, a partir do seu texto, passou a ser utilizada largamente por autoras feministas. Embora seu texto discuta principalmente o pensamento de Lévi-Strauss e Freud – sem falar em uma breve crítica ao marxismo –, Rubin fez história ao descrever o que ficou conhecido como sistema sexo/gênero, ainda influente nos dias atuais, mesmo disputando espaço com outras concepções distintas. Joan Scott (1941-) Joan Scott, uma leitura pós-estruturalista No fim da década de 1980, outro artigo se torna clássico. A historiadora estadunidense Joan Scott, influenciada pelas correntes pós-estruturalistas que se inspiraram no pensamento de Foucault e Derrida, esquematizou uma nova forma de se pensar gênero, a partir de uma crítica a outras concepções, inclusive a do sexo/gênero, que, em sua opinião, eram incapazes de historicizar a categoria sexo e o corpo. Assim, Scott reforça uma utilidade analítica para o conceito de gênero, para além de um mero instrumento descritivo, e chama a atenção para a necessidade de se pensar na linguagem, nos símbolos, nas instituições e sair do pensamento dual que recai no binômio homem/mulher, masculino/feminino. Judith Butler (1956-) Judith Butler, rumo à teoria queer Em meados de 1980-90, a filósofa norte-americana Judith Butler – uma das autoras mais badaladas da atualidade, inspiradora da vertente queer – se debruça em uma crítica ao feminismo, balançando uma série de categorias a princípio tão sólidas, tais como mulher e identidade. Butler expõe a ordem que prevê total coerência entre o sexo, gênero e o desejo/prática sexual, no bojo da sociedade heteronormativa. Nessa linha, Butler reconceitua gênero, compartilhando certas referências com Scott, e trazendo de vez o corpo e o sexo para o campo discursivo, questionando sua pretensa materialidade. Raewyn Connell (1944-) Raewyn Connell, um olhar sobre as práticas Grande referência para o campo de estudos das masculinidades, a socióloga australiana Raewyn Connell também se aventurou na conceituação de gênero, embora esse não seja seu carro-chefe. Enfatizando também o papel das construções sociais e históricas, Connell traça um caminho distinto para chegar a gênero. Ela chama a atenção para as formas como a sociedade lida com processos reprodutivos e diferenças entre os corpos e, logo, como os corpos são trazidos para as práticas sociais. Em suma, o que a sociedade faz com o corpo que lhe é dado. Heleieth Saffioti (1934-2010) Heleieth Saffioti, alertando para os usos de gênero A brasileira Heleieth Saffioti, falecida há poucos anos, foi uma das mais importantes teóricas feministas do país, com reconhecimento internacional. Não podemos dizer que Saffioti inaugurou um novo conceito de gênero, mas certamente trouxe reflexões relevantes que impõem limites a certas escolas, fazendo inclusive um pedido: “feministas, usem menos gênero!” Por ser uma autora de destaque, é válido nos debruçarmos sobre suas ressalvas. Com fim eminentemente militante, Saffioti alertou para os problemas políticos do conceito de gênero, o que ainda hoje dá nós na cabeça de toda(o) feminista. Pierre Bourdieu (1930-2002) Pierre Bourdieu, escrevendo sobre a dominação Muito conhecido pelas suas contribuições ao reprodutivismo e à economia simbólica, o cientista social francês Pierre Bourdieu não fez propriamente uma discussão sobre gênero, pois esse conceito não é central nos seus trabalhos. Entretanto, interessado também em um contrucionismo social (radical), Bourdieu escreve um trabalho altamente referenciado que traz contribuições – e problemas – dignos da discussão sobre o conceito de gênero. Portanto, é pertinente também discuti-lo nessa série. Com essas seis autoras, esperamos condensar e estimular reflexões sobre esse conceito – problemático, mas central – da teoria feminista contemporânea.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Comentário do Viagem Solitária

Anônimo, cara, queria agradecer sua mãe por vc existir..rsrsrs Sobre mim (caso queira saber) Tenho 40 anos, sou casado, minha esposa sabia sobre minha "sintonia" com meu género, e tenho 3 filhos. Sofri muito preconceito, principalmente em casa (meu pai) e passei a vida como homem. Não tive coragem. Sem maldade, pra mim trans era garota de programa, sem futuro, não queria isso pra mim, e por incrível q pareça foi o FaceBook que me ajudou. Escondi isso da maioria mas recentemente conheci pessoas incríveis como vc, que me ajudaram muito. Eu contei para meus filhos (2 meninas 16, 14 e 1 menino de 7 anos) faz +ou- 2 meses, que sou trans, apesar de aparentemente ser homem. Não penso em como dizem, me transicionar, principalmente pelo preconceito que meus filhos vão sofrer. Não sinto essa necessidade hoje, mas não falta vontade..rsrsrs As próximas gerações me dão esperança, pq foi isso q eu ouvi quando chamei meus filhos para uma conversa. " Pai, vc é maravilhoso, e nós te amamos do jeito q vc é" …pra vc ter uma ideia hoje minha filha pega roupas minhas emprestada…que comédia... Meu filho não participou das conversas posteriores, mas entendeu que papai nasceu sabendo q era menina, mas ainda assim sou papai. Ele nem ligou e disse: "Vc gosta de ser menina? Tá bom pai, tudo bem" ele tem só 7 anos. bom…falei pra caceta né, vc é escritor, então por favor não repare na minha falta de talento para escrever…rs. Seus textos me ajudam muito em autoconhecimento e aceitação, tudo é um pouco recente pra mim, mas queria agradecer de verdade, as vezes a gente não tem como saber o quanto podemos mudar as pessoas apenas com palavras, vc fez um pouco disso em mim O que falta para as pessoas mudarem de verdade é ler.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Judith Butler. Filósofa en todo Género en español. Parte 3

Judith Butler. Filósofa en todo Género en español. Parte 2

Judith Butler. Filósofa en todo Género en español. Parte 1

Primeiro dia do Seminário Internacional Desfazendo Gênero.

Assassinatos homotransfóbicos no Brasil

Assassinatos no Brasil No Brasil, a homossexualidade é legal desde 1823. A Constituição de 1988 na secção IV do artigo 3 º não inclui a orientação sexual, mas menciona a discriminação de origem, raça, sexo, cor, idade, e “qualquer outra forma de discriminação”. Duas constituições de Estados federais, Mato Grosso (artigo 10) e Sergipe (artigo 3 º), proíbe expressamente a discriminação com base na orientação sexual e mais de 80 cidades têm leis que proíbem a discriminação com base na orientação sexual. Vários estados e cidades, entre as quais São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina, também têm leis promulgadas punir com multas ea retirada da licença de discriminação homossexual no negócio. Mas, apesar destes desenvolvimentos legislativos, a homofobia ainda é um problema em curso no país. O Brasil, como muitos países da região, está atualmente em um estado de contradição interna em relação ao tratamento de pessoas LGBTI, com a maior parada gay do mundo, com 3 milhões de pessoas em São Paulo, a maior associação LGBT Ibero-americana … e também recorde mundial dos terríveis assassinatos de pessoas LGBT. Compilados por organizações da sociedade civil no Brasil mostram que, em 2012, pelo menos 336 homossexuais foram mortos, um aumento de 26% em relação a 2011. Isto é equivalente ao assassinato de um homossexual a cada 26 horas. Mais de 70% desses crimes foram incapazes de identificar o assassino. (Discurso do Sr. Incalcaterra Seminario Violencia Homofobica – Representante Regional del Alto Comisionado de las Naciones Unidas para los Derechos Humanos – ACNUDH)

Transexuais: Hospitais/Ambulatórios que atendem transexuais no ...

Transexuais: Hospitais/Ambulatórios que atendem transexuais no ...: Como prometido está aqui a lista onde tem o atendimento pra tod@s... 1. Programa de Transtorno de Identidade de Gênero (PROTIG) do Hospi...

quarta-feira, 17 de julho de 2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

Entrevista com o artista Silvero Pereira

Silvero Pereira
Foto: Reprodução/Facebook
Silvero Pereira com 31 anos de idade já é considerado um dos grandes atores de Fortaleza. O teatro está em sua mente e coração. As inquietudes transformam-se arte no palco. Além de ator, ele é professor, diretor, pesquisador, produtor, figurinista assim é o jovem que tem na sua bagagem muita história para contar.


Silvero é considerado pelo o seu público como a vedete do teatro cearense. O ator vem desenvolvendo um trabalho significativo que une pesquisa, experimentação estética/artística e comprometimento político com as questões do movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBTTT). O artista enfatiza que a sua fonte de inspiração é a sociedade em geral. 









Em uma entrevista pingue-pongue o artista fala sobre a sua história, a importância da profissão em sua vida, assim como o conceito dos seus espetáculos. Confira.


A infância
Lucas Almeida: Você começou a trabalhar muito cedo, aos 12 anos de idade. Como foi esse período em sua vida?

Silvero Pereira: Éramos uma família “pobre de jó” que comíamos apenas arroz no almoço e jantar. Já o café da manhã tinha de ser pipoca, porque era o que mais rendia para os cinco filhos. Assim, trabalhar muito cedo era uma forma de ajudar nas despesas. Entretanto, minha mãe sempre me incentivou muito nos estudos, trabalhar sim, mas desde que continuasse estudando. Foi uma fase difícil porque tive pouco da infância, pouco tempo para vivê-la. Mas essa fase também me fez amadurecer muito rápido e aprender a correr atrás das coisas e dos sonhos.

LA: Hoje, você tem contato com a sua família?

SP: Tenho ótima relação familiar. Sempre que posso vou à Mombaça, interior do Ceará, e fico dias com a minha família e os meus sobrinhos. Mas devido a minha agenda isso ficou cada vez mais complicado.

O teatro
LA: Por que fazer teatro?

SP: Hoje? Porque não sei fazer outra coisa que me der mais prazer, felicidade e satisfação.

LA: Quais as dificuldades que existiam e que ainda existem para exercer a sua profissão?

Foto: Divulgação
SP: Respeito profissional, contratos de qualidade e políticas públicas culturais descentes e eficientes.

LA: Você tem algum apoio do Governo, empresas privadas?

SP: Nada, sou produtor independente.

LA: Sua fonte inspiração?

SP: A sociedade em geral.
LA: Qual a reação da plateia ao ver os seus espetáculos?

SP: Outro dia ouvi duas coisas bem legais de espectadores. A primeira dizia que eu sou a “vedete do teatro cearense”. Já a segunda, e a que me deixa mais feliz, foi que ele disse que eu popularizei o teatro em Fortaleza, contribui para transformar o teatro em algo “mais povão”.

 LA: Cerca de 250 apresentações do mesmo espetáculo (Uma Flor de Dama). Orgulho?

SP: Hoje são 369 apresentações em 10 anos de trabalho. Tenho muito orgulho disso, mas tenho muita certeza que nada é para sempre, por isso estudo, reinvento e sigo experimentando.

LA: Ator, dramaturgo, diretor, professor de teatro, dançarino. Algo a mais?

SP: [Rsrsrs] Maquiador, iluminador, sonoplasta, aderecista, militante, produtor, figurinista. Eu entrei no teatro com os dois pés, fiz questão de aprender um pouco de cada área para saber exatamente onde devo agir.

Foto: Divulgação
La: Qual a sua “missão” como professor de teatro e ator?

SP: Eu já disse uma vez que “o teatro me salvou”. Se não tivesse conhecido o teatro não sei para onde teria ido tanta inquietação. Portanto, quero isso. Não é salvar as pessoas, quero que elas descubram no teatro aquilo que consegui ver e que me transformou.

La: De acordo com Carri  Costa e Ricardo Guilherme (diretores e atores de teatro cearenses), na palestra sobre teatro na Livraria Cultura, houve a crítica que os diretores de teatro fazem espetáculos para os próprios artistas. Verdade? Por quê?

SP: Acho que alguns sim, mas eu não. Primeiro porque faço um teatro que acredito e muito. Só subo ao palco se for algo que me faça questionar, provocar, expurgar sentimentos. Eu faço para todo tipo de público e principalmente para eles, não ligo muito para o que a classe artística acha. Tanto que, se eu ligasse já teria desistido há muito tempo atrás de fazer o teatro transformista que faço.

La: Existe alguma diferença entre o seu público local com de outra região?

SP: A única diferença é que em outras regiões eu não sou conhecido. No Ceará, tem uma coisa muita linda que é o fato do público reconhecer e apostar no meu trabalho. Já em outras regiões eu sempre chego à estaca zero, abrindo espaço. Entretanto, em outras regiões a receptividade tem sido muito grande e gratificante. 

O espetáculo “Uma flor de dama”

LA: O que lhe fez fazer uma adaptação do conto “Dama da Noite” do livro “Os Dragões Não Conhecem o Paraíso, de Caio Fernando Abreu para o teatro?

SP: A minha Dama surgiu porque eu passei a conviver com travestis no ano de 2000 e me incomodava muito vê-las tão discriminadas. Assim, usei essa minha questão pessoal dentro do teatro no intuito de provocar o social.

Cena de "Uma Flor de Dama"
Foto: Divulgação
LA: Você teve que “se prostituir”. Ir às ruas com as prostitutas para saber na prática a vida de cada uma delas. O que aprendeu com essa experiência?

SP: Eu de fato fui para as ruas e acompanhei o dia e a noite das meninas, mas não tive que me prostituir, era um trabalho de laboratório de ator. Eu aprendi a respeitar, a conhecer antes de julgar, a dar afeto antes de machucar.

LA: Qual a relação entre “Uma flor de dama”, “Cabaré da dama” e “Engenharia Erótica”?



Engenharia Erótica
Foto: Divulgação


SP: São espetáculos em repertório do Coletivo Artístico As Travestidas que tratam do mesmo tema: Universo Trans. Uma Flor de Dama é de 2002. Cabaré da Dama é uma progressão do Solo Uma Flor de Dama, sendo de 2008. Já o Engenharia Erótica é um estudo cênico intitulado por nós como “teatro-documentário” e teve sua estreia em, 2010.
O Coletivo também tem outros trabalhos como: Publicidade: Translendário 2012 e 2013. Vídeo: Glossário, Glossário 2ª Lição, Travestir de Deus 1 e 2, Elas só querem um Salto Babado. Musical: Yes, Nós Temos Bananas (2012). Teatro: BR-TRANS (2013)

LA: No monólogo, Uma Flor de Dama, você diz “Eu sou nordestina, pobre, do interior e viado.” Você refere-se a si mesmo?

SP: Sim, existem várias coisas no espetáculo Uma Flor de Dama que são de minha vida. Não achava justo expor a vida das meninas que pesquisei e sair ileso.


Fonte: Youtube/SilveroPereira



Especial Silvero Pereira
Fonte: YouTube/NossaTribo

Travestir
LA: O que é ser travestir?

SP: Gente, como qualquer outra. O que a sociedade preconceituosa precisa descobrir é que estamos em um mundo onde as diferenças estão na cara, não há mais como esconder e nem por que. Logo, aceitem as diferenças.

LA: Quem são essas garotas? Qual o papel das mesmas na sociedade? Qual a posição da família quanto a isso?

SP: A travestir é o filho renegado. Elas são marginais porque a família, a religião, a escola e o mercado de trabalho não aceitam (em sua maioria), por isso viram marginais. Elas precisam criar um novo mundo para poder sobreviver.

LA: Como é a vida de uma travestir?

SP: Depende. Existem advogadas, doutoras, mestras, enfermeiras, atendente de telemarketing, prostitutas, domésticas, cabeleireiras e tantas outras. Porém, algumas possuem uma grande dificuldade de viver por conta da discriminação, mas a vida de uma travestir deveria ser igual à vida de qualquer pessoa que não sofre com uma sociedade hipócrita e cheia de paradigmas.
LA: Se você tivesse a oportunidade de falar em rede nacional o porquê que as travestis são pessoas normais, tem um trabalho digno, têm seus princípios, enfim. O que você teria a dizer?

SP: A travestir só será aceita no dia em que a família, a religião, a saúde e a educação entenderem o respeito pela diferença. Só assim elas deixarão de ser marginais, pois terão oportunidades de viver em paz, sem precisar passar por tanta humilhação e agressão. Qualquer ser humano que leva pancada a vida inteira vai aprender a ser agressivo, ter o corpo e a mente atenta para revidar. Isso não é qualidade de travestir. É do ser humano o estado de defesa, de medo e de luta. Por isso, somos todos iguais, pois todos sentimos as mesmas coisas.

LA: Como o Governo pode “amenizar” o preconceito que existe em relação a elas?

SP: Escola, escola, escola. Digna e de respeito. Ensinando desde cedo a respeitar o outro pelo seu direito de amar a quem quiser.

O translendário
"O Último Truque" faz referência ao quadro "A Última Ceia", de Leonardo da Vinci
Foto: Divulgação
LA: Qual a intenção em ter criado o translendário?

SP: A mesma de todos os nossos trabalhos: questionar sobre o papel da travestir na sociedade. Fazer as pessoas falarem a respeito, enxergarem elas em outras situações que não a da marginalização, decadência ou prostituição.

LA: Qual a reação das pessoas em relação ao translendário?

SP: Ama ou odeia. Quem odeia, ou é religioso extremista ou é preconceituoso. Quem ama entendeu nossa questão e percebe que não se trata de ofensa, mas sim de grito de liberdade. 


Silvero Pereira agradece seu público - Translendário 2013
Fonte: YouTube/NossaTribo



Paraíba, RN
LA: O que de fato houve em Paraíba: prepotência dos policiais?

SP: Total abuso de poder. Estávamos passeando pelas ruas, em Paraíba, quando fomos abordadas de maneira agressiva e sem necessidade. Fomos insultadas verbalmente e ameaçadas com arma pelo simples fato de tomarmos cervejas travestidas numa esquina da cidade.

LA: Como o acontecimento foi questionado entre os amigos e a imprensa?

SP: A Imprensa partiu para o sensacionalismo e não se sentiu interessada em apurar os fatos, apenas em notificá-los por alto e ainda, em algumas, favorecendo a polícia. Já os amigos e o público que conhecem nosso trabalho se sensibilizaram e estiveram nos apoiando, inclusive alguns órgãos da cidade de Sousa (PB).

Porto Alegre, RS
LA: Qual foi a sua missão em Porto Alegre?

SP: Realizar uma residência de seis meses com artistas, travestis, transformistas e ONGs de militância LGBT no intuito de montar um espetáculo de teatro.

LA: Como foi para se adaptar ao local? O que você aprendeu por lá?

SP: Porto Alegre é uma cidade muito receptiva e cheia de oportunidades. Foi muito fácil à adaptação, inclusive com planos de viver mais tempo por lá. Trata-se de uma cidade de respeito, pessoas extremamente educadas, que tratam do lixo seco e lixo orgânico com muita seriedade, uma cidade de acessibilidade e de vida cultural intensa. Cheia de problemas, sim, como toda cidade, mas com uma população que vai às ruas e questiona a todo instante o poder público.

LA: O que Porto Alegre significa em sua carreira?

SP: Um recomeço. Um novo olhar para a minha arte e as minhas perspectivas.

LA: Gostaria de agradecer aos amigos que você conquistou em Porto Alegre?

SP: Faço isso a todo instante através das redes sociais. Amo todos. Fui extremamente bem recebido.

O futuro

LA: Até onde você pretende chegar com a sua profissão?

SP: Não sei até onde pretendo chegar. Sei que quero estudar, fazer mestrado em teatro na cidade de Porto Alegre e rodar o país com um trabalho. No momento sei que quero isso.

LA: O que você ainda pretende conquistar futuramente?

SP: Meu mestrado e voltar a dar aulas de teatro

LA: Algum projeto novo? Detalhes?

SP: BR-TRANS acabou de estrear, preciso me dedicar à carreira desse novo trabalho, mas em outubro estamos indo à Porto Alegre fazer temporada dos espetáculos de repertório do Coletivo As Travestidas e também fechando apresentações por Rio e Sampa.

Pense Rápido
Foto: Reprodução/Facebook
Um sonho
Rodar o mundo trabalhando
Um desejo
Continuar fazendo Teatro
Medo
Perder o foco
Orgulho
Do que conquistei e da pessoa que me transformei
Uma pessoa
Minha mãe.
Encenar
Transformar em físico aquilo que sou por dentro
Agradecimentos
Mãe, As Travestidas, meus alunos, Grupo Parque de Teatro, Inquieta Cia. de Teatro, Paulo Ess, Sandro Ká, Jezebel De Carli, André Haguette, Regina Jaguaribe, ao Cariri e ao público em Geral.
Silvero Pereira por Silvero Pereira
Uma bichim, um menino, um guri, uma criança que mesmo adulto ainda consegue fazer de maior alegria, de sua maior brincadeira, uma profissão.

Engenharia Erótica
Foto: Divulgação
Engenharia Erótica
Foto: Divulgação

Crucificação inspirada em quadro do artista espanhol Salvador Dalí

Foto: Divulgação
BR Trans
Foto: Divulgação

Translendário
Foto: Divulgação

Foto: Thyago Nogueira


Conheça o BR TransTranslendário.